Badiu na Galiza

Este é um artigo elaborado pela Luzia Oca González, antropóloga da Galiza ligada à comunidade Cabo-verdiana de Burela desde 1998, e que foi extraído do livro Género e Migrações Cabo-verdianas”- organização Marzia Grassi, Iolanda Évora.

Luzia Oca González, professora assistente convidada na Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro no curso de Antropologia Aplicada ao Desenvolvimento. Doutoranda na Faculdade de Filosofia e Ciências da Educação da Universidade de Santiago de Compostela com um projecto sobre o processo de integração da comunidade Cabo-verdiana residente na Galiza. Autora de vários artigos publicados em várias revistas internacionais.

Actualmente é vice-presidente da Associação para Cooperação com Cabo Verde (ACCVE) que tem parceria com o Instituto Cabo-verdiano para a Igualdade e Equidade do Género.

 

A Galiza é uma das três nações históricas dentro do Estado Espanhol, situada na esquina Noroeste da Península Ibérica, a Norte de Portugal. Se bem que a emigração supõe uma das características determinantes do país galego nos últimos dois séculos, nos finais do sec. XX, a Galiza passa a ter um duplo papel no que toca aos movimentos migratórios: o seu papel fundamental de proporcionar mão-de-obra emigrante a outros lugares do Estado Espanhol e outros países, localizados por todo o globo, começa a coexistir com a chegada e estabelecimento de imigrantes, facto que se tem convertido num fenómeno habitual e que coexiste com o anterior. Portanto, o povo galego, emigrante por definição, começa a conviver nos últimos anos com outros povos na condição de autóctone e já não só na de emigrante.

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