Este artigo produzido no âmbito da conferência Internacional sobre "Género e Governação" nas Ilhas Maurícias, foi elaborado pela Psicologa, Catarina Cardoso, técnica do ICIEG e coordenadora do projecto"Implementação da Psicologia Forense em Cabo Verde".
“a escola ocupa […] um importante papel como instituição social perpetuadora de discursos que mantêm relações de poder entre grupos humanos. […] acabam por generificar atributos que, a priori, podem privilegiar, indistintamente, qualquer indivíduo, seja ele homem ou mulher, pobre ou rico, preto ou branco (Cavalcanti, 2003 in Casagrande e Carvalho S/D) .
Este artigo enquadra-se no âmbito do projecto do (ICIEG) denominado Educação para a Igualdade, mais concretamente no objectivo que se refere à integração plena da perspectiva de género na revisão curricular dos ensinos básico e secundário, actualmente a ser conduzida pelo Ministério da Educação de Cabo Verde.
Neste projecto, a visão da Educação materializada pelos vários agentes socializadores entre os quais se destaca a Escola como um dos mais significativos, tem um papel determinante na implementação de acções que visem a transformação da cultura, das mentalidades e das práticas sociais. Embora a escola se tenha constituído historicamente como espaço de reprodução social, ela parece-nos um espaço estratégico para tal processo de transformação, devendo cumprir a sua missão de formadora de pessoas dotadas de espírito crítico de um modo geral e especificamente no que respeita às temáticas relacionadas com a igualdade de género.
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