Este artigo foi elaborado por Suzano Costa, politólogo e investigador do Observatório Político da Universidade Nova de Lisboa. Suzano Costa é Licenciado em Ciência Política e Relações Internacionais, Pós-graduado em Política Comparada, Especialização em Eleições e Sistemas Eleitorais, Mestrado em Ciência Política, e actualmente é Doutorando em Ciência Política (Teoria e Análise Política) na Universidade Nova de Lisboa.
O espectro político-ideológico cabo-verdiano e o pensamento político binário, redutor e amputador que lhe subjaz, ainda, insiste categoricamente em subalternizar o papel dos partidos minoritários no reforço da qualidade da democracia e a representação política das mulheres como apanágio de uma sociedade mais justa, equitativa e democrática. As práticas políticas e os incentivos institucionais tem sido diametralmente opostos ao acima postulado, pese embora a retórica política e o discurso de chancelaria veicule, de forma assaz proclamatória e com recurso a uma verborreia paternalista e patriarcal, os nossos avanços no que tange à equidade de género, tendo como pseudo-barómetro a paritária composição do elenco governamental.
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